sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Memórias de Viseu no século XIX

No século XIX foi construído:

A Câmara Municipal, no Rossio;

Paços do Município;

Casa dos Mendes;

VESTUÁRIO DAQUELA ÉPOCA

Vestuário

O vestuário do século XIX foi influenciado pela revolução industrial e pelo triunfo da burguesia. Surgiram novos tipos de tecidos e novas possibilidades de os colorir, desenhar, armar, segurar e coser. A moda alargou-se da nobreza à burguesia e, em certos casos, até ao povo, passando a ser definida por grandes costureiros e modistas. A França manteve a tradição da pátria da moda, embora a Inglaterra também desempenhasse um papel de relevo, sobretudo no vestuário masculino.

segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011

sábado, 12 de Fevereiro de 2011

A VIDA QUOTIDIANA

A vida quotidiana
As alterações na sociedade

  • A nobreza perdeu muitas das suas antigas regalias e direitos.
  • O clero também perdeu importância e regalias.
  • A burguesia transfomou-se no grupo social mais importamte da sociedade portuguesa.
  • O povo passou a ter, perante a lei, os mesmos direitos e deveres que os outros grupos sociais.


A vida quotidiana no campo

        Na sua maioria as pessoas eram gente do povo que trabalhava normalmente em terras que não eram suas;
Principais actividades do povo:

Agricultura
Criação de gado

O povo vivia pobremente e trabalhava de sol a sol.

Alimentação: era à base de pão de milho ou centeio, batata, azeitonas, sardinha e carne de porco.
Vestuário: variava 2º o clima e os trabalhos próprios de cada região.
Divertimentos: ligados a certos trabalhos e às festas da Igreja.



 NAS GRANDES CIDADES

O dia-a-dia da população da cidade
As actividades da população

 Nas grandes cidades do século XIX viviam diferentes grupos sociais:
·        Burguesia: industriais, banqueiros, médicos, professores… viviam muito bem;
·        Nobreza: proprietária de grandes terras;
·        Classes populares: viviam mal, tinham os trabalhos mais duros e difíceis. Eram, na sua maioria, vendedores ambulantes, que publicitavam os seus produtos através dos pregões.

 
è       Surgiram novas profissões: empregados dos transportes públicos, Companhia das Águas e Correios

A modernização das cidades .

Na 2ª metade do século XIX , Lisboa e Porto tiveram um grande crescimento e modernizaram-se:
·        Avenidas
·        Ruas pavimentadas / passeios
·        Os jardins foram arranjados
·        Novos edifícios públicos: mercados, tribunais, teatros, escolas…

São criados serviços públicos:

·        Recolha de lixo
·        Esgotos
·        Água canalizada
·        Iluminação pública
·        Bombeiros / policiamento de ruas
·        Aparecem os 1º transportes públicos colectivos – “americano” “chora”

A vida na cidade torna-se mais cómoda, segura e saudável.



Lisboa no século XIX
Lisboa no século XIX
Porto no século XIX








Quotidiano no século XIX
Quotidiano no século XIX
Uma festa
Dama acompanhada pela alcoviteira




Jornalistas à porta do café
A moda dos mais abastados
Lavadeiras








Carvoeira e lavadeira
Negro caiador e aguadeiro
Vendedoras de galinhas e uvas
Servente da Companhia do Gás e vendedora de capachos




Fábrica
Máquina a vapor
Fábrica no Seixal




Fábrica de fiação (Crestuma)
Teares na Covilhã
Interior de uma mina
Pescadores




Pescadores
Agricultura tradicional
Agricultura mecanizada




Máquinas agrícolas
Leitura do correio
A esfolhada
Romaria




O jogo da "vaca das cordas"
Mercado de gado
Barco a vapor
Comboio no Porto (1900)




quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

RECENSEAMENTOS, A CULTURA , A ARTE , O ENSINO E OS DIREITOS HUMANOS

Resenceamento

Só em 1864, por acção dos governos liberais, se fez, finalmente, o primeiro recenseamento da população portuguesa e com ele a contagem de todos os habitantes do reino de Portugal . Utilizaram-se boletins próprios onde estavam os dados sobre o nome, sexo, idade, local de residência, estado civil e profissão.
A contagem demorou dois anos e pôde concluir-se que o país teria, nesse altura, 3 829 619 habitantes.

A partir de 1890, os recenseamentos, ou censos , passaram a fazer-se de 10 em 10 anos .

Em 1864 a população portuguesa era de 3829618 pessoas no Continente e 358792 nos Açores e Madeira. Em 1900 eram já 5016267 pessoas no Continente e 406865 nos Açores e Madeira.
Na segunda metade do século XIX houve crescimento da população.

A cultura

 A 2ª metade do século XIX, o aumento da importação de livros e revistas contribuiu para o maior interesse das pessoas pelos acontecimentos políticos e sociais.
O número de publicações aumentou e o gosto pela leitura de jornais, foi igualmente aumentando.
           
Os jornais dessa época eram: “O Século”, “Diário de Notícias”, “O Comércio do Porto Ilustrado...
   Desenvolveu-se também o gosto pelo teatro e romance.
Principais escritores: Júlio Dinis, Almeida Garrett, Ramalho Ortigão, Camilo Castelo Branco e Eça de Queirós.



 JORNAL O "SÉCULO"
A arte

A 2ª metade do século XIX foi muito rica e variada a nível artístico.

a)     A arquitectura

            Esta relacionada com o crescimento das cidades e com a necessidade de se construírem grandes espaços.
            O ferro e o vidro, novos materiais utilizados, são característicos da industrialização.

            Ex. Palácio de Cristal do Porto; Palácio da Pena (Sintra); Hotel do Buçaco.
Palácio de Cristal



 Palácio da Pena

Hotel do Buçaco.

b)     A pintura e a escultura

Os artistas deste período, pintaram sobretudo:
·        Paisagens rurais e marítimas;
·        Cenas da vida quotidiana;
·        Retratos
- Alguns pintores: Silva Porto, José Malhoa, Columbano Bordalo Pinheiro;






À Beira-Mar - José Malhoa


Columbano Bordalo Pinheiro

 
- Na escultura, destacaram-se Soares dos Reis e Teixeira Lopes.

c)      A cerâmica

Como caricaturista e ceramista, destaca-se Rafael Bordalo Pinheiro, que criou a figura do “Zé Povinho”.




"Zé Povinho" - Rafael Bordalo Pinheiro


As reformas do ensino.

Os vários governos fizeram importantes reformas no ensino:

1.      “Ensino primário” obrigatório e gratuito;
2.      Alargaram o “ensino liceal”;
3.      Fundaram as 1ª escolas do “ensino técnico”;

Passos Manuel, ministro de D. Maria II, foi um dos grandes responsáveis pelas medidas tomadas na educação.


 
Apesar das medidas tomadas, nos fins do século XIX, grande parte da população continuava analfabeta.



A defesa dos direitos humanos

Entretanto e de acordo com os princípios liberais, o Governo decretou a:

1.      Abolição da pena de morte
2.      Extinção da escravatura (1869)
3.      Extinção das “rodas dos enjeitados”.





terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

A MODERNIZAÇÃO DA INDÚSTRIA

A indústria

A mecanização da indústria beneficiou de inúmeras inovações, mas a modernização da industria deu-se com a utilização de máquinas a vapor.
Na produção indústrial utilizava-se moderna maquinaria, os produtos faziam-se em grandes quantidades, e era mais barato.As mulheres, as crianças e os homens tinham de cumprir um horário de trabalho de muitas horas.

Apareceram assim as fábricas e eram os operários que se especializavam em determinado trabalho ou tarefa.
 No século XIX havia em Portugal 2 zonas industriais:
           
1.      Zona do Porto / Braga / Guimarães
2.      Zona de Lisboa / Barreiro / Setúbal.





          Produção artesanal                                                         Produção indústria


Oficina ou em casa  .......                  Local de trabalho          ......  Fábrica
       
           
Artesões                .......                   trabalhadores           .... Operários  
                     

Todos diferentes     .......                   produto final             ...    Em série










                      

O DESENVOLVIMENTO DA EXPLORAÇÃO MINEIRA

 Até ao século XIX, as minas quase não existiam. A partir de 1851 intensificou-se o aproveitamento dos recursos minerais:
- Desenvolveu-se a exploração mineira, sobretudo minas de cobre, ferro e carvão.
- Junto a minas surgiram novas povoações.
- O carvão passou a ser a principal fonte de energia para uso doméstico e para a indústria.

O carvão era utilizado para:

1. Usos domésticos
2. Produzir gás
3. Fins industriais → fazer funcionar as máquinas a vapor.